MarKZonE

The past is a full box of lost chances.

Individualismo, Sapinho e Relacionamentos

Posted by António Cabral em 14/03/2007

Porque não podia ser mais actual e porque adoro o modo e maneira como este Sr. pensa e verbaliza, e porque acho seria injusto deixar esta singela e acutilante obra literária para meia duzia de pessoas, aqui vai caro Candido Ribeiro para este nosso nano Mundo:

“Ilustres Companheiros de Sangue Suor e Lágrimas,

Lamento não ter participado na tertulia, sobre o tema em épigrafe, em devido tempo, no entanto, penso que ainda vou a tempo, uma vez que, o assunto é intemporal.

Em regime apasiguador, devo referir que a Moral da Estória é interessante, no entanto,e por outro lado, não acredito em victórias individuais de coisíssima nenhuma.

Passo a explicar:

“Os cães ladram e a caravana passa” / “Bocas loucas, orelhas moucas” (ditados populares). A propósito das vozes maléficas dos “Velhos do Restelo” deste mundo (e do outro!) entendo que não devem travar o progresso, seja ao nível pessoal, intelectual, tecnológico, empresarial, social ou mundial. Assim, penso que é muito importante a determinação do individuo enquanto ser capaz de atingir as suas metas e objectivos, por outro deve estar atento ao “macro ambiente”, não se deixando intimidar, pelo mesmo, mas sim interpreta-lo por forma a perceber em que contexto está envolvido. 

“O melhor Português de Sempre”. Á semelhança do tema do programa televisivo com o mesmo nome, entendo que, a questão individuo enquando ser singular capaz de atingir victórias, notoriedade e prestigio, não só é ridiculo como, também, é irreal. Penso até ser uma discussão de cariz egocentrica, medíocre e atávica. Não houve, não há, nem haverá nenhum Português (ou de outra nacionalidade qualquer) que tenha feito seja o que for sozinho.(ponto final paragrafo!)

(Nota: Vêr “Menino Selvagem)

http://www.dvdpt.com/o/o_menino_selvagem.php

http://www.partes.com.br/colunistas/gilbertosilva/meninoselvagem.asp

Caros amigos, perdoem-me o raciocínio, provavelmente de cariz Marxista, mas entendo o ser humano como um ser plural, ou seja, social, onde tudo o que somos devemos aos outros, tenham sido eles simpáticos, amigos, companheiros ou seres maléficos, ignóbeis e traidores. Somos seres sociais, uma vez que, raciocinamos, comemos, trabalhamos, defecamos e até vivemos socialmente. Não aprecio a postura do eremita que de nada serve a não ser para fujir, numa actitude disfuncional e cobarde.

Mais acrescento, que demiraria mais a estória dos sapinhos se todos lutassem por chegar ao fim, se todos tivessem unidos por um objectivo comum. Penso que seria mais importante que todos atingissem o topo, ao invéz de um o ter feito isoladamente, até porque o fez não por mérito ou por determinação, mas sim por uma infeliz deficiência fisica. 

Em jeito de conclusão, penso que o mais importante é “cortar a meta”, ou seja, atingir os nossos objectivos e para tal temos de o fazer em grupo, seja em casa, no trabalho, no desporto ou na Faculdade. A forma mais correcta, mais facil e mais feliz é a de fazê-lo em grupo. Objectivando, ainda mais, devo referir que quem, por excesso de egocentrismo, entender que não precisa dos outros para nada, geralmente tem graus de frustração elevados, sendo miseravelmente infeliz, vulgar, invejoso e infeliz.

Nós:

A nossa turma é de alguma forma eterogénia, uma vez que, tem pessoas que têm valores, vivencias e sensibilidades diferentes, alguns são mais interessados e interessantes do que outros…é normal, no entanto, todos têm um objectivo comum. Há duas formas de atingir esse objectivo, sendo que, uma é atravéz do espirito de grupo, onde cada um, individualmente, luta para que o grupo atinja o objectivo, não ficando, portanto, à sombra da bananeira e, simultaneamente, compreendendo as falhas, pontuais, dos outros. A outra é individualmente, onde cada um se fecha sobre si mesmo, agonizando com pseudo congeminações contra a sua pessoa. Neste caso, quando o ego é grande e mais importante que tudo o resto deixo um conselho: Avaliação Final Individual (nem precisa de ir as aulas, pois como tudo sabe e tudo faz, não necessita de ninguém, nem dos colegas, nem dos professores).   

Assim, caros companheiros, entendo que o grupo não é o meu, ou seja, o do Flávio, do Hélder, do Tiago e do Fernando, mas sim a Turma toda.

Um abraço e façam o favor de ter paciência para me aturar,

FUJIMOS!!!!!!!!

P.S. Como não tenho o email de todos os envolvidos nesta reflexão, ageadeço o favor de reencaminharem o singelo texto.”

Autor: Candido Paiva Ribeiro, em 14 de Março de 2007

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: