Falar de terapia da fala significa, para a grande maioria, falar de crianças e pouco mais. No entanto, ao analisar e pesquisar e ouvindo quem por direito sobre o tema pode discursar cheguei rapidamente à conclusão que o artigo publicado este fim de semana no JN http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1170037 (poderia ser mais objectivo, directo e informar sobre o que realmente interessa) se debruça mais sobre generalidades, justeza ou não dos valores dos tratamentos sem qualquer rigor para dizer se é caro ou barato. No entanto fica a reportagem que pelo menos tem o mérito, entre outros, de divulgar e chamar a atenção para uma realidade cada vez mais visível. TERAPIA DA FALA
Face a afirmações (muito pouco correctas e cientificamente questionáveis…) do tipo “Afinal, dizer(xopinha de maxa é grave)”, resolvi fazer uma pesquisa a fim de identificar uma sintomatologia um pouco mais rigorosa e definir as áreas de actuação de um terapeuta da fala (sim, porque não é só de crianças que estamos a falar…).
De acordo com a página da Insight, temos que são cinco as vertentes de incidência da Terapia da Fala:
1 – Linguagem, engloba regras complexas que estruturam os sons, as palavras, as frases, o significado e o uso.
2 – Voz, é o meio que cada um de nós tem para: Dialogar, trocar ideias e exprimir sentimentos.
3 – Fala, é o modo mais comum de comunicação, e envolve uma coordenação precisa de movimentos neuromusculares orais para produzir sons e unidades linguísticas.
4 – Deglutição, é um processo que requer uma sequência completa de actividades neuromusculares coordenadas, que têm como função projectar os alimentos sólidos e líquidos para o estômago, enquanto se mantém a via aérea protegida.
5 – Leitura e escrita, aqui se inclui a dislexia, disgrafia e disortografia
SINAIS DE ALARME:
0 aos 6 meses – não reage a sons, não vocaliza, não emite padrões de entoação,
6 aos 12 meses - não reage a sons, não vocaliza (bébé silencioso), não desenvolve lalação até aos 10 meses, não emite padrões de entoação
1 aos 2 anos – não reage ao nome, não utiliza o gesto, não reconhece utilidade dos objectos, não diz palavras
2 aos 3 anos - Sem jogo simbólico com objectos e brinquedos, Não reconhece os objectos, Não exprime com palavras ou gestos as suas necessidades, Não nomeia, Não diz o seu próprio nome, Não emprega palavras ou frases simples, Não cumpre ordens simples, Não usa mais de 50 palavras com sentido, Não presta atenção
3 aos 4 anos - Não se concentra a ouvir uma história, Não identifica os objectos pela sua utilidade, Não executa ordens, A fala não se compreende, Não compreende frases com 3 palavras, Não descreve os acontecimentos, Não desenvolve conceitos numéricos e espaciais (numeros e locais)
4 aos 5 anos - Não obedece a ordens simples, Permanência de erros articulatórios, Não reproduz histórias ilustradas ou pequenos acontecimentos
5 aos 6 anos - Estruturação incorrecta das frases, Permanência de erros articulatórios, Discurso incoerente, Indícios de gaguez, Rouquidão frequente
Estes são alguns dos sintomas referentes apenas às crianças; não pretendo ser exaustivo, pois e ainda segundo a Insight “A intervenção do terapeuta da fala (terapia da fala) tem uma dimensão técnica mas também uma dimensão relacional e social, tendo como objectivo levar o paciente (de acordo com as suas possibilidades) ao nível óptimo de funcionamento e de comunicação que corresponda ao seu meio social, educacional e profissional no sentido de alcançar ou manter tanto quanto possível a sua autonomia.”
Fonte: http://www.insight.pt/terapiadafala.htm
Com este artigo só se pretende dar um pequeníssimo contributo para a divulgação desta terapia ainda tão pouco explorada. Mais informação existe e pessoas muito mais competentes para falar sobre o assunto e ajudá-lo(a), por isso aqui vos deixo um pequeno panfleto com contactos que vos poderão ajudar . TERAPIA DA FALA